Assim como acontece com as pessoas, os pets também podem passar por momentos de estresse. Mudanças na rotina, barulhos muito altos, falta de atividades, solidão, viagens, chegada de outro animal ou até mesmo alterações no ambiente podem deixar cães e gatos mais ansiosos e desconfortáveis.
O problema é que nossos amigos de quatro patas não conseguem explicar o que estão sentindo. Por isso, cabe ao tutor observar o comportamento do animal e perceber quando alguma coisa parece diferente.
Um pet estressado pode apresentar mudanças no comportamento, na alimentação e até na forma como interage com as pessoas.
A boa notícia é que algumas atitudes simples podem ajudar a tornar o ambiente mais tranquilo e proporcionar mais segurança ao animal.
Confira 7 sinais de estresse nos pets e o que você pode fazer para ajudá-los.
1. Seu pet mudou de comportamento
Um dos primeiros sinais de que alguma coisa pode estar incomodando o animal é uma mudança repentina de comportamento.
Um cachorro que normalmente é brincalhão pode ficar mais quieto. Um gato que gosta de receber carinho pode começar a se esconder. Da mesma forma, um animal tranquilo pode ficar mais agitado ou irritado.
É importante conhecer os hábitos do seu pet, porque isso ajuda a perceber quando algo está fora do normal.
Uma mudança ocasional não significa necessariamente que o animal esteja estressado, mas alterações persistentes merecem atenção.
Se o comportamento diferente aparecer de repente ou vier acompanhado de outros sintomas, procure orientação veterinária.
2. Ele está se escondendo demais?
Gatos são conhecidos por procurar lugares escondidos, mas quando isso acontece com muito mais frequência do que o habitual, pode ser um sinal de que algo está errado.
Cães também podem procurar cantos mais isolados quando estão assustados ou desconfortáveis.
Barulhos altos, pessoas desconhecidas, mudanças dentro de casa ou a presença de outros animais podem fazer o pet procurar um lugar onde se sinta protegido.
Uma das melhores maneiras de ajudar é oferecer um espaço tranquilo onde ele possa descansar sem ser incomodado.
Não force o animal a sair do esconderijo. Dê tempo para que ele se sinta seguro novamente.
3. Seu cachorro está latindo ou chorando mais?
Mudanças na vocalização também podem indicar que o animal está passando por algum desconforto.
Um cachorro que começa a latir excessivamente, chorar, uivar ou reclamar sem uma causa aparente pode estar reagindo a alguma situação que esteja causando medo, ansiedade ou estresse.
Antes de pensar em corrigir o comportamento, tente entender o que pode estar provocando aquela reação.
Observe quando isso acontece.
É durante a noite? Quando fica sozinho? Quando ouve determinados barulhos? Quando chega alguém em casa?
Identificar a situação que desencadeia o comportamento pode ajudar bastante.
Evite gritar ou castigar o animal. Isso pode aumentar ainda mais o medo e a ansiedade.
4. O gato começou a fazer xixi fora da caixa?
Quando um gato que normalmente utiliza a caixa de areia começa a fazer as necessidades em outros lugares, é importante investigar a causa.
O estresse pode estar relacionado a esse comportamento, principalmente quando houve alguma mudança recente no ambiente.
Porém, problemas urinários e outras condições de saúde também podem provocar alterações na utilização da caixa.
Por isso, não é recomendado simplesmente brigar com o gato.
Mantenha a caixa limpa, coloque-a em um local tranquilo e observe o comportamento do animal.
Se a mudança persistir, procure um veterinário para verificar se existe algum problema de saúde.
5. Seu pet está lambendo ou se coçando demais?
Alguns animais podem apresentar comportamentos repetitivos quando estão ansiosos ou estressados.
Lamber excessivamente determinada região do corpo, por exemplo, pode estar relacionado ao estresse em algumas situações.
Mas esse comportamento também pode ter outras causas, como alergias, parasitas, irritações ou problemas de pele.
Por isso, não devemos assumir que tudo é estresse.
Se o animal estiver se coçando, mordendo ou lambendo uma região constantemente, observe a pele e procure ajuda profissional para descobrir a causa.
6. Ele perdeu o interesse pela comida?
A alimentação também pode mudar quando o animal está passando por uma situação de estresse.
Alguns pets podem perder o apetite, enquanto outros podem apresentar alterações no comportamento alimentar.
Uma mudança na alimentação nunca deve ser ignorada, principalmente quando o animal deixa de comer por um período prolongado ou apresenta outros sinais como vômitos, diarreia, fraqueza ou apatia.
O estresse pode ser uma possibilidade, mas problemas de saúde também podem causar perda de apetite.
Por isso, diante de uma alteração importante, o veterinário deve ser consultado.
7. Seu pet ficou mais agressivo ou irritado?
Um animal que normalmente é dócil pode ficar mais irritado quando está assustado, desconfortável ou estressado.
Ele pode rosnar, tentar fugir, evitar contato ou reagir de maneira diferente quando alguém tenta tocá-lo.
Nessa situação, o mais importante é respeitar o espaço do animal.
Não force carinho, brincadeiras ou aproximação.
Dê ao pet um local seguro e tranquilo e observe o que pode estar provocando aquela reação.
Se a agressividade surgir de repente ou representar risco para pessoas ou outros animais, procure orientação de um veterinário e, quando indicado, de um profissional especializado em comportamento animal.
Como ajudar seu pet a ficar mais tranquilo?
Agora que você conhece alguns sinais de estresse, é hora de entender o que pode ser feito para melhorar o bem-estar do seu companheiro.
Mantenha uma rotina
Pets costumam se beneficiar de uma rotina previsível.
Tente manter horários semelhantes para alimentação, passeios, brincadeiras e descanso.
Isso ajuda o animal a entender o que esperar durante o dia.
É claro que mudanças acontecem, mas quanto mais previsível for o ambiente, mais fácil pode ser para o pet se adaptar.
Crie um cantinho tranquilo
Todo pet precisa ter um lugar onde possa descansar.
Pode ser uma caminha, uma caixa apropriada para gatos ou simplesmente um cantinho silencioso da casa.
Esse espaço deve ficar longe de movimentação excessiva e, sempre que possível, de barulhos muito altos.
O animal precisa saber que pode ir para aquele local quando quiser ficar tranquilo.
Brinque com seu pet
As brincadeiras são excelentes para estimular o animal física e mentalmente.
Para os cães, passeios, brincadeiras com brinquedos e atividades de procura podem ajudar a gastar energia.
Para os gatos, brinquedos que estimulem o instinto de caça, como aqueles que permitem perseguir e capturar objetos de maneira segura, podem ser interessantes.
O importante é escolher atividades adequadas ao animal e à sua condição física.
Evite punições
Gritar, bater ou castigar o pet quando ele apresenta um comportamento indesejado não é uma boa maneira de combater o estresse.
O castigo pode aumentar o medo e deixar o animal ainda mais inseguro.
Em vez disso, tente descobrir o motivo daquele comportamento.
Quando necessário, procure ajuda de um profissional que trabalhe com comportamento animal de maneira responsável.
Cuidado com barulhos muito altos
Fogos de artifício, tempestades, obras, aspiradores e outros sons podem assustar alguns pets.
Durante momentos de barulho intenso, tente deixar o animal em um ambiente seguro e confortável.
Fechar janelas e cortinas pode ajudar a diminuir alguns estímulos externos.
Também é importante não obrigar o animal a ficar próximo do barulho para tentar fazê-lo “se acostumar”.
Dê atenção, mas respeite os limites
Carinho pode ajudar, mas cada animal reage de uma maneira diferente.
Alguns pets procuram o tutor quando estão assustados. Outros preferem ficar sozinhos até se sentirem seguros.
Observe a linguagem corporal do seu animal.
Se ele quiser contato, ofereça carinho de maneira tranquila. Se quiser espaço, respeite.
Essa compreensão ajuda a fortalecer a confiança entre o tutor e o pet.
Mudanças na casa podem afetar o animal
Uma reforma, mudança de residência, chegada de um bebê, novo animal de estimação ou alteração na rotina da família pode deixar o pet confuso.
Sempre que possível, faça mudanças gradualmente.
Mantenha objetos conhecidos, como cama, brinquedos e potes, no ambiente do animal.
Também tente preservar horários de alimentação, descanso e passeios.
Pequenos cuidados podem facilitar a adaptação.
Quando procurar um veterinário?
É importante lembrar que nem todo comportamento diferente significa estresse.
Dor, doenças, problemas de pele, alterações urinárias e outras condições podem provocar mudanças semelhantes.
Procure um veterinário se o comportamento do pet mudar de maneira repentina, se ele deixar de comer, apresentar vômitos ou diarreia, demonstrar dor, tiver dificuldade para respirar, ficar muito apático ou apresentar qualquer sinal preocupante.
Quanto mais cedo uma alteração for investigada, maiores são as chances de descobrir a causa e oferecer o cuidado adequado.
Conclusão
Perceber que seu pet está estressado é o primeiro passo para ajudá-lo.
Mudanças de comportamento, excesso de vocalização, esconder-se com frequência, alterações na alimentação, lambedura excessiva e irritabilidade são alguns sinais que merecem atenção.
Uma rotina mais previsível, um ambiente tranquilo, brincadeiras, carinho e respeito ao espaço do animal podem contribuir para uma vida mais equilibrada.
Mas é importante não tentar explicar tudo como estresse. Quando uma mudança de comportamento é intensa, repentina ou persistente, o ideal é procurar um veterinário para descartar problemas de saúde.
Afinal, nossos pets não conseguem dizer com palavras quando alguma coisa está incomodando. Observar, compreender e cuidar faz parte do amor que temos por eles.